The Strokes – Is This It
Fala povo! Gabriel aqui mais uma vez, depois da review foda do Jassa, que mereceu até resposta dos próprios integrantes da banda Ecos Falsos, fica meio difícil acompanhar ele, mas estou tentando ^^" Pela sétima vez, muito obrigado para os que resolveram nos adicionar nos seus favoritos, e vamos fazer de tudo para não sair daí; muito obrigado pelos que costumam comentar, e vocês sabem que quanto mais sugestões vocês dão, melhor fica o blog; além é claro de um agradecimento especial ao Hobbes, que conseguiu expressar justamente o que eu estava achando ruim no último post, e que não cometerei esse erro de novo; em suma, obrigado a todos. E cara, devo dizer que está hard achar bandas que a gente queira colocar aqui!Portanto, resolvi fazer de uma banda que já nos foi sugerida mais de uma vez: Sua espera acabou, e aqui vamos nós...
(Antes que me perguntem, essa é a capa original mesmo ^^")
A review de hoje vai para uma banda excepcional: o The Strokes, e seu primeiro álbum, Is This It, que causou uma revolução no mundo do Rock. Vamos a uma rápida review da história da banda:
Os The Strokes (Strokes para os íntimos) são o protótipo e obra-prima do Rock de garagem: A tradicional formação vocalista (Julian Casablancas), baixista (Nikolai Fraiture), baterista (Frabrizio Moretti) e dois guitarristas (Nick Valensi e Albert Hammond). A banda começou também do modo mais tradicional possível; dois amigos de faculdade se perguntando "Que tal fazer uma banda?" Obviamente, foram descobertos por um produtor, essas coisas, vocês sabem como é; Além disso, um fator importantíssimo na divulgação deles foi a internet, que espalhou pelo mundo todo a expectativa do lançamento de cada um dos CDS deles. Continuando, algum tempo depois, lançaram esse álbum aqui, que viria a ser um símbolo da revolução do Rock que eles fizeram. (Curiosamente, já compararam o meu cabelo ao "de aspirante a integrante ao Strokes"... obviamente, considerei como um elogio ao meu gosto musical e uma advertência à necessidade de uma tesoura)
Como o disco soa? Bom, pra mim, é um frenético tedioso. É sério. A voz do Casablancas é de uma tonalidade tão... entediada, como se estivesse cansado de tudo isso, e que tudo vá pro inferno, que eu fico esperando... Porém, as músicas são rápidas, como se tivessem sido gravadas às pressas; cada instrumentista leva a melodia por um ângulo diferente, até que quando você percebe, não tem mais ângulos para explorar; a música está completa.
Em suma, é como paixão coberta por tédio, arrogância. O Rock Alternativo, de Garagem, chame como quiser, em sua forma autêntica. Um tédio indignado.
A primeira música, "Is This It", com uma bela melodia, os guitarristas se interlocando, a voz de Casablancas dando o tom, como se estivesse através de um interfone, dá a impressão de estar falando " Esse é o nosso som, me escute, por favor, senão não irei te deixar em paz", apresenta a proposta da banda. A segunda, "Modern Age", mostra do que os guitarras são capazes, e perde até um pouco da arrogância da primeira; guitarras tocando, empurrando e mais intensas a cada refrão, se entusiasmando, até que vem um riff irado, que sobe como um foguete, deixando uma trilha de distorção atrás de si; o vocal ainda mantém um pouco do tom tedioso, urbano, mas a paixão da música fica evidente. A próxima, "Soma", personifica a alegria contida e intensa.
Nesse ponto, fico com uma dúvida: Do jeito que está, vou acabar comentando o álbum todo, música por música, e ele vai ficar longo demais; mas realmente, caramba, esse álbum tem personalidade própria, e 11 músicas não chegam nem perto do quanto há a dizer desse álbum.
"Barely Legal" mantém a linha de "Soma", porém com vocais mais variados e bem trabalhados, como se o Casablancas tivesse resolvido se soltar e se juntar ao resto da banda; as guitarras mantém o tom de entusiasmo, e a bateria e o baixo mantém o ritmo, acelerado e frenético. Depois de mais duas músicas ótimas, "Someday" e "Alone, Together", vem a que eu pessoalmente considero a minha favorita:
"Last Nite"; Nessa música, eles têm uma confiança tão grande que escondem ótimas seqüências trocando de guitarras atrás de ótimos vocais, em que o Casablancas parece ter tomado umas a mais, se entusiasmado, e soltasse realmente a voz que ele pode fazer; marcando perfeitamente o ritmo um baixo bem tocado (algo raro no rock atual); há um riff de guitarra, com bateria e baixo marcando o ritmo, simplesmente perfeito, imitando o velho rock do Elvis com um toque pessoal;mesmo curto, rouba a cena; a música toda mantém seu ritmo acelerado, apaixonado, com a convicção da música que eles querem fazer, e que sim, essa é a nossa música, muito obrigado, não gostaram, a porta é à esquerda descendo a escada, vamos continuar tocando (Até a letra ajuda: "The people, they just don't understand..."). Como disse minha amiga, "É como estar numa garagem cheia de óleo, ouvindo uma banda nova fundada nos anos setenta, com uma guitarra semi-desafinada e um cantor com voz desapropriada" *citação não literal, pode ter sido distorcida pela minha memória, devendo esse trecho ser regulamentado segundo a lei nº 13733 do Artigo 107, páragrafo 7*. Curiosamente, pegou bem o espírito da coisa: O álbum foi gravado às pressas em um porão de Nova Iorque, no meio de fumaça de cigarro, por 5 jovens que só queriam uma coisa "Alternativa e popular". Conseguiram.
O álbum originalmente possuía como nona música "New York City Cops", a qual foi suprimida do álbum, depois dos ataques de 11/09, em respeito aos policiais (afinal, o refrão da música é "New York Cops, they ain't too smart"); malditos terroristas, maldito imperialismo americano, Bush, Saddan, Bin Laden, seja quem for: acabaram com a divulgação de uma das melhores do álbum: Uma paródia daquelas musiquinhas de seriados americanos, imitando elas, mas no estilo Strokes, com guitarras francamente geniais, riffs e solos únicos no álbum, e que foi uma pena terem sido retirados.
Ao ser suprimida, foi substituída por "When It Started", que escapa um pouco do ritmo geral do álbum, mas que possuí faixas instrumentais originais, que dão um efeito mais "relaxado", como se fossem as férias experimentais do álbum, embora é claro, faixas lentas nunca!
A penúltima música, "Trying Your Luck", mostra bem no que o Strokes é amarrado: corações partidos, indignação e paixão. E claro, música boa.
Por último, mas não menos importante, "Take It or Leave It" que expõe até o senso de humor deles: traduzindo: "Pegue-o ou Deixe-o". A mensagem que ouví nessa música é : "Essa é a nossa música, obrigado ouvir esse álbum, mas DECIDA: AME-NOS OU DEIXE-NOS, QUER OUVIR-NOS, OBRIGADO, NÃO QUEREM, VAMOS TOCAR DO MESMO JEITO, E FECHE A PORTA AO SAIR!"
Isso é o que todos queríamos ouvir. O Rock ainda tem esperança. Obrigado dizemos nós.
Por salvarem o rock dos lamacentos caminhos do Pop.
Play Se:
> Banda de Rock é banda de garagem.
> Acha que o espírito do rock é o "Alternativo para as massas".
> Banda de garagem tem que ter atitude. E cabelos que são manifestos contra o capitalismo.
> Banda de garagem tem muito mais a ver com rock alternativo que punk.
Eject Se:
> Quer músicas simples, tipo um "Jack Johnson".
> Música tem que ser leve.
> Acha que jovens têm que ter cabelos socialmente aceitáveis.
> Pessoalmente... não consigo achar outro... talvez achar que a voz do Casablancas é alternativa demais... Mas na minha humilde e estreita visão de mundo (tá bom...) você terá muito mais motivos para ouvir do que para não ouvir.
Ouça: Todas. Mas atenção especial a "Is This It", "Last Nite", "Modern Age", e isso porque não tou com saco de escrever todas uma por uma ^^"
Download: Aqui (link postado por nós, pode confiar, pra quem não sabe ^^)
Bom, tá aí, espero não ter decepcionado a vocês, fãs dos Strokes, e mostrar aos que não ouviram o quão revolucionária eles são, e que eles merecem. E claro, como vocês sabem, reclamações, execuções sumárias, sugestões, estamos por aí, esperando vocês nos ajudarem a ficar cada vez melhores ^^"
Profile Orkut : Aqui
E-mail: alternativecover@gmail.com
Comentários: Esse botão maravilhoso, fenomenal e estupendo aqui em baixo; veja como ele parece estar pedindo para ser clicado...

9 comentários:
Strokes... conheço pouco, mas gosto mto do que conheço
Bem escrito, fala oq tem de melhor na banda mas...
Esse final -Play se ou -Eject eu axei arrogante... insunua q gostar de rock alternativo é pra qm não é da 'massa', o que de certa forma pode ser entendido como dizendo q qm só curte rock 'normal' não é aberto a novas experiencias.
Sucesso ! heheheh
Há, Strokes salvaram o rock, definitivamente. É o que todo mundo fala, mas, oras, é a minha opinião também u.ú
Anyway, "Last Nite" é uma música extraordinária. Simples, rápida, ritmada, como todo rock, certo? :) (é assim que rock tem que ser, sem fazer muita firula u_u")
Bom, Strokes não tem essa coisa de fazer cena, é o simples chegar, tocar, beber uma cerveja e acabou a história, nada de teatro. Uma das poucas bandas assim hoje em dia :~ (dizem que Moptop é comparável a Strokes, mas pra mim é bem chatinho, viu? =.=' Parece mais Los Hermanos, sei lá eu .-.)
Já tô baixando, aliás :)
tá, o comentário pode não ter feito tanto sentido assim; mas considere que eu sou uma traidora do rock tradicional e agora mesmo tô ouvindo Cobra Starship. (e tem coisa menos rock que um keytar?)
Cabelos à la Strokes são legais, cara (H)
Oii Gabriel^^
Parabéns pelo seu blog!!
E viu viu jah tah fazendo sucesso msm com pouco tempo on
Vou passar aqui sempre e comentar.. msm q os comentarios n serem muito úteis ahuuahuhauha
Parabéns de novo XDD pq tah demais o blog!!
Beijosss t+^^
Vim aqui, mas não tenho muito o que dizer, só digo que upo o comentário da Carol e do Jão...
Mas ainda assim eu acho que curtir The Strokes e Cobra mosta o quão "abertas" ao mundo somos! Não somos "traidoras" do movimento só porque também ouvimos outras coisas (como pop). Acho que isso não quer dizer nada. Afinal não foi FOB "apadrinhado" por Jay-Z? Infinity On High não foi produzido por Timbaland? E MCR não tem uma grande amizade com o Gabe? (tanto que há agradecimentos à ele ao Rick no Three Cheers) Isso é mais do que prova que não importa quão diferentes os ritmos sejam, o importante é inovar e ser diferente! \õ/
E o "Play se" e "Eject se" é até uma boa, só acho um pouco extremista, afinal Gabriel, você se encaixa na maioria dos perfis de "eject se" e "play se", assim como eu! u____u'
Mas você escreve muito bem, capta legal o som da banda e bla bla bla.. Você já sabe! xD
Até mais... (se eu conseguir voltar porque minha conexão está a cada dia pior! x_x')
Enfim, STROKES! \o/
Algumas considerações:
-Concordo 100% com esse negócio q o Strokes tem:''Gostou?Blz...Não gostou?FODA-SE!''
-Agora, interpretação é interpretação tudo bem... Mas ''take it or leave it'', me parece bem mais algo sobre ''amor adolescente'' do q porpriamente o q vc disse aew...Mas blz...
-Todo o post, bem mais ''informativo'' do q o do Klaxons...Melhorou bastante...
Bem-humorado tbm... bacana...
flws
flaaaaa gabrel, mto rox sua review seis tem REALMENTE um bom gosto musial, ta muito bem esclarecida a review a banda eh mto rox, vou baixar esse cd ae em breve, continuem assim e eu sempre vou comentar aki!! xDD
ANIEM PAWAAA
aaaah ja falarm tudo que tinha pra falar da review do Gabriel ae ,que mandou muito bem!
mas é isso, The Strokes foda² \o/
to sem criatividade ¬¬
haha
beijo
:*
"Em suma, é como paixão coberta por tédio, arrogância. "
Gosto como vocês colocam o sentimento para falar de música :)
Beijo! Sucesso!
Yo !!
The Strokes é dahora xDD
Bom Review cara Oo
Flow !!!
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